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Alpiste (Phalaris canariensis)
Grão rico em carboidratos. Ao contrário do que seu nome em inglês "canaryseed" sugere, este grão não é usado somente para canários, sendo, entretanto o principal componente da maioria das misturas de grãos para pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Como já sabemos o alpiste é a principal semente usada na dieta do pássaros, é rica em hidrato de carbono, proteínas, vitaminas B1 e E, etc. Os hidratos de carbono produzem calorias, mantendo a saúde da ave, facilitando o digestão.
Componente principal da maioria das misturas. Pertence a família das Gramináceas. O tamanho e aspecto dependem muito do país de origem. Nestes países é considerada uma erva daninha. Pari. Muito usada na face de amadurecimento por criadores de curiós e bicudos, inclusive no cardápio dos filhotes.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: EUA / Canadá / Argentina / Austrália / Hungria / Marrocos
Arroz Cateto (Oryza sativa)
Grão rico em carboidratos e de elevada digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para curiós, bicudos, azulões, calafate, grandes periquitos, papagaios e pombos.
Arroz Paddy
Arroz com casca. Elevada digestibilidade. Rico em carboidratos apreciadíssimos por curiós, bicudos, azulões, pássaros preto, e outros na natureza.
Uso: Orizoboros em geral.
Origem: França / Itália / Ásia
Aveia sem casca (Avena sativa)
Grão rico em carboidratos, de ótima palatabilidade e digestibilidade, portanto ingerido com muito gosto e facilidade por pássaros no ninho. Em quantidades demasiadas pode levar ao acúmulo de gordura, principalmente em canários. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos, periquitos grandes e papagaios.
Também é uma semente rica em hidrato de carbono exercendo ação benéfica sobre o aparelho digestivo, semelhante ao grão de trigo e arroz com casca.
Ingerida com gosto e com facilidade pelos pássaros do ninho. Quantidades demasiadas elevadas podem levar à adiposidade.
Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaio e pássaros granívoros de médio e grande porte.
Origem: Bélgica / Inglaterra / França
Cânhamo (Cannabis sativa)
Grão inativado da planta Cannabis sativa. É rico em extrato etéreo (óleos) e proteína. Contém THC, que estimula o interesse sexual nos pássaros. Deve-se cuidar para que não haja exageros na quantidade de cânhamo oferecida aos pássaros, para evitar-se constipação e excessiva excitação dos animais. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos, periquitos grandes e papagaios. Um dos melhores grãos para qualquer pássaro, porém seu uso (principalmente no verão) nunca pode ser excessivo.
Sementes da planta cannabis. Contém proteínas de alta qualidade. As crias adoram que os pais os alimentem com cânhamo. Estimula o ardor sexual nos pássaros (podem tornar-se demasiado excitados).
Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaios, e pássaros granívoros de pequeno, médio e grande porte.
Origem: Bélgica / Inglaterra / França
Cártamo (Carthamus tinctorius)
Planta da família das asteráceas. Grão rico em extrato etéreo (óleos). Seu uso nas misturas para periquitos, grandes periquitos, papagaios e pombos enriquece a alimentação destes animais, contribuindo para uma plumagem de melhor qualidade.
Apesar da sua semelhança em forma e composição com o girassol, pertence a uma família de plantas completamente diferente, notadamente a dos cardos.
Uso: Grandes periquitos e papagaios.
Origem: China / Índia / Austrália / Hungria
Colza (Brassica rapa)
Grão rico em proteína e extrato etéreo (óleos), de sabor um pouco amargo. É o mais importante grão numa mistura para canários, pois seu elevado teor de extrato etéreo (óleos) promove uma excelente saúde e um canto melodioso. Pode levar à adiposidade, se usado em demasia. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos e pássaros silvestres. Esta foto da Colza se refere à Colza fresca, geralmente as que são vendidas em aviculturas comuns são pretas não azuladas como as da foto, mas que também servem para a alimentação de Pássaros canoros, mas não possuem as mesmas propriedades nutritivas.
Uma semente rica em proteínas, ótima para o desenvolvimento da glândula tireóide, músculos, penas, vísceras, tendões, possui ainda hidrato de carbono, vitaminas, uma semente oleosa e gordurosa, semente de cor escura, em forma de esfera.
Maior e mais escuro que o nabo. Tem um sabor mais amargo. O valor nutritivo é idêntico ao nabo.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polônia
Dari Branco (Sorghum sp.)
Grão da família do painço. Contém elevado teor de proteína, com aminoácidos de boa qualidade. Seu principal uso é nas misturas para trinca-ferro (picharro), Bicudo, Azulão, Curió, grandes periquitos, papagaios e pombos.
Pertence à família do milho Alvo. Fornece aminoácido de boa qualidade.
Uso: Pássaros granívoros de médio e grande porte.
Origem: China / Sudão / Quênia / Índia / França / Austrália / USA
Dari Vermelho (Sorghum sp.)
Grão da família do painço. Contém elevado teor de proteína, com aminoácidos de boa qualidade. Seu principal uso é nas misturas para trinca-ferro (picharro), Bicudo, Azulão, Curió, grandes periquitos, papagaios e pombos.
Sorgo
Uma subclasse vermelha do Dari.
Uso: Pássaros granívoros de pequeno, médio e grande porte.
Origem: França
Girassol Branco (Helianthus annuus)
Este grão é rico em proteína, extrato etéreo, minerais e vitamina E. Seu principal uso é em misturas para grandes periquitos e papagaios.
É geralmente de tamanho maior do que o girassol rajado. Tenha os mesmos cuidados do Girassol Rajado.
Uso: Papagaios e Bicudos
Girassol Graúdo (Helianthus annuus)
Este grão é rico em proteína, extrato etéreo, minerais e vitamina E. Seu principal uso é em misturas para grandes periquitos e papagaios.
Girassol Rajado (Helianthus annuus)
Este grão é rico em proteína, extrato etéreo, minerais e vitamina E. Seu principal uso é em misturas para grandes periquitos e papagaios.
Existem muitas subclasses do girassol raiado, desde muito pequena até grande e cheia. O girassol completamente preto e principalmente criado para a produção industrial de óleo. Por tratar-se duma semente que gera acúmulo de aflotoxinas deve ser oferecida pouca quantidade e cuidado no armazenamento.
Uso: Grandes periquitos e papagaios.
Origem: EUA / Canadá / Argentina / Austrália / Hungria / China / Bulgária / Romênia / França / África do Sul
Linhaça (Linum usitatissimum)
Grão da planta do linho. É rico em proteínas e extrato etéreo (óleos), principalmente do grupo Omega 3, essencial para uma excelente plumagem. Possui propriedades terapêuticas, melhorando o trânsito do bolo alimentar no tubo digestivo e contribuindo para uma melhor digestão. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Também é bastante oleosa, rica em proteínas, é recomendada ser fornecida as aves na época de muda de pena, pois acentua o brilho das penas.
Sementes de linho. De cor escura ou clara. Contém um teor elevado de ácido gordo omega-3, essencial para a formação da plumagem. Melhora a sua digestão por via das suas características mucíparas.
Uso: Canários e Pintassilgos.
Origem: Bélgica / Hungria / Canadá
Níger (Guizotia abyssinica)
Grão rico em extrato etéreo (óleos) e proteínas. Devido a sua excelente palatabilidade, este grão é muito apreciado por diferentes tipos de pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.
Como a colza esta também é uma semente escura e comprida, é recomendada mais na época de criação mas podendo ser fornecida o ano todo, também possui bastante óleo, sendo um bom fortificante das matérias corantes dos pássaros.
A maioria dos pássaros adoram esta semente, mas que não pode faltar numa mistura de qualidade. É uma das poucas sementes que tem um ótimo equilíbrio cálcio/fósforo.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Nepal / Índia / Birma / Etiópia / Hungria
Painço Amarelo (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho alvo amarelo. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos, grandes periquitos e pombos.
Um tipo de milho alvo de grão pequeno e por isso ideal para misturas de cria.Existem muitas sub-famílias desta semente.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Austrália / Argentina / China / África do Sul
Painço Branco (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho alvo branco. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.
Painço Preto (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho alvo preto. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.
Painço Verde (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho alvo verde. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.
Painço Vermelho (Panicum milleaceum)
Grão também conhecido por milho alvo vermelho. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.
Espécie de milho alvo muito fino.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: África do Sul / Austrália / China
Perila (Perilla frutescens)
É conhecida também como "a semente da saúde". Grão rico em extrato etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Omega 6 e Omega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Seu uso principal é nas misturas para curiós e outros pássaros silvestres, canários e pássaros exóticos. É o melhor grão e o mais importante para os pássaros, seu uso não pode ser excessivo.
Perila café (Perilla frutescens)
É conhecida também como "a semente da saúde". Grão rico em extrato etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Omega 6 e Omega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Seu uso principal é nas misturas para curiós e outros pássaros silvestres, canários e pássaros exóticos. É o melhor grão e o mais importante para os pássaros, seu uso não pode ser excessivo.
PAPOULA (somniferum)
São muito ricas em gordura. Tem propriedades calmantes. Muito apropriadas para acalmar pássaros de torneios exposição. Podem no entanto, travar o canto.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: Hungria
Trigo Sarraceno
Planta rica em amido ( hidratos de carbono) mas pobre em gorduras, essencialmente colhida em terrenos arenosos.
Uso: Grandes periquitos, papagaios e bicudos.
Origem: Argentina / China / França / Brasil / Rússia / Hungria
Kat Jang IDJOE
Pertence à família da soja. Pelo seu poder germinativo é muitas vezes utilizados em misturas de germinar, igualmente para espécies de pássaros mais pequenos. Os rebentos são, como os da soja, muito ricos em proteínas.
Uso: Grandes periquitos, papagaios, sementes a germinar.
Origem: Tailândia / China / Austrália
Milho Alvo Amarelo
O milho alvo mais corrente. É composto com a maior parte das sementes desta família, por hidratos de carbono.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Argentina / EUA / Austrália / Hungria / Rússia
Milho Alvo Branco
Estas sementes de boa qualidade são menos duras e por isso – não obstante o seu tamanho maior.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: EUA / ( Dakota, Colorado ) / Austrália / China
Milho Alvo Vermelho
Sementes geralmente mais duras do que as outras deste grupo. A sua cor torna as misturas mais atraentes.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte.
Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polônia
Milho Alvo Japonês
O milho alvo mais rico em proteínas. Aumenta a qualidade de qualquer mistura.
Uso: Pássaros granívoros de grande porte
Origem: China / Austrália / África do Sul
Nabo
Tem um sabor doce. A sua cor forte depende bastante da zona de produção. Rico em proteínas e gordura e, por isso, usar com moderação.
Uso: Pássaros granívoros em geral.
Origem: USA / Canadá / Hungria / Escandinávia / Polônia
Nabão
É utiliz
ado também nos canários de canto, uma semente macia, é bem oleoso, rica em gordura e hidrato de carbono.
A MISTURA DE SEMENTES DOS CANÁRIOS, COMO BALANCEAR
Os pássaros, como qualquer ser vivo, ingere alimentos para fazer funcionar seu organismo, isto é: para manter a temperatura do corpo, fazer o metabolismo funcionar, repor tecidos, trocar penas, se movimentar, se reproduzir, etc, etc.
São pássaros granívoros e, portanto, as sementes representam a parte mais importante de sua dieta, que deve ser complementada por uma ração, antigamente chamada de farinhada. Juntos, sementes e reação, devem prover e adequar os alimentos fornecidos às diferentes necessidades de nossos pássaros.
A composição e o balanceamento da mistura de sementes e seu necessário ajustamento a ser discutido neste artigo.
Alimentação X Fases da vida.
Como todo ser vivo, as necessidades de alimentos variam em função das fases da vida, da temperatura ambiente, do clima em que os canários vivem. Se estão em muda; a troca de penas é um processo extremamente penoso e crítico para os pássaros, exigindo elementos nutritivos especiais, suas necessidades são diferentes, por exemplo, da pós-muda, quando estão aguardando a nova estação de cria, se exercitando nas voadeiras, cantando, brigando entre si.
Durante a reprodução, a cria dos filhotes exige muito das fêmeas, que se estressam e ficam mais vulneráveis às doenças oportunistas.
De modo simples, podemos dividir em três, as fases em que os canários têm necessidades de alimentação distintas: Reprodução, Período de Muda e Repouso.
Proteínas X Carboidratos X Lipídeos
Proteínas: São compostos nitrogenados, absolutamente necessários aos processos metabólicos de crescimento, reposição de tecidos, formação de matéria viva, massa muscular, esqueleto, muda de penas, etc. Suas necessidades em períodos de reprodução são críticas para o sucesso da criação.
Carboidratos: São os provedores de energia para o organismo, sendo necessários para prover calor, fazer funcionar o organismo, enfim, é o combustível da máquina chamada pássaro.
Lipídeos: São as gorduras, (graxas ou extrato de etéreo). São compostos com alta carga de energia (2,25 vezes mais que os carboidratos). É em forma de gordura que as aves e os outros animais armazenam energia no corpo para atender às situações de carência alimentar.
Composição Média das Sementes
Cada semente tem uma composição diferente de proteínas, carboidratos e lipídeos. Abaixo relacionamos as principais sementes encontradas no Tangará mega store:
|
SEMENTE |
PROTEINA % |
CARBOIDRATOS % |
LIPÍDEOS % |
|
Alpiste |
16,6 |
49,0 |
6,4 |
|
Colza |
19,6 |
18,0 |
45,0 |
|
Aveia |
11,3 |
68,4 |
8,7 |
|
Nabão |
20,7 |
5,7 |
40,2 |
|
Linhaça |
24,2 |
25,0 |
36,5 |
|
Perila |
22,6 |
10,6 |
43,2 |
|
Cânhamo |
18,2 |
21,8 |
32,5 |
|
Níger |
23,0 |
17,0 |
40,0 |
O alpiste é a semente mais importante na mistura. Sua composição de proteínas, carboidratos e lipídeos é a que mais se aproxima das necessidades normais dos canários. A qualidade de sua proteína, medida pelo balanço de aminoácidos e digestibilidade, é alta. O alpiste é essencial aos canários, e deve entrar na mistura de sementes com, pelos menos, 60% do total.
A níger uma semente muita apreciada pelo nossos pássaros, tem elevado teor de proteínas e gorduras. É usada normalmente como provedor de proteínas na mistura. Como tem altíssimo teor de lipídeos, sua participação deve ser limitada à 20% do total.
A colza é outra semente que, co0mo a níger, apresenta bom teor de proteínas e teor de gorduras bastante elevado (45%). Maurice Pomarède, estudioso francês de canários, alerta para a alta toxidês desta semente, recomendando restrições à seu uso. Outro cuidado é com relação à aquisição desta semente no mercado. Freqüentemente, vende-se semente de mostarda como se fosse colza, com prejuízos evidentes para a mistura.
A aveia é um excelente provedor de energia, muito rico em amido, e especialmente rico em lisina e cistina, dois dos principais aminoácidos essenciais. Deve ser utilizada no balanceamento da mistura como o principal provedor de carboidratos. O risco desta semente é a alta manifestação de fungos e outras formas de vida indesejáveis, que podem causar sérios danos à saúde dos pássaros.
A linhaça não é muito palatável para os canários. Tem alto teor de proteínas e lipídeos. Administrada durante o período de muda, tem efeito benéfico sobre a formação das penas.
Balanceamento das Sementes
A recomendação para nossos canários é que no período de reprodução, os teores de proteínas sejam mais elevados devido às necessidades dos filhotes, e os teores de carboidratos e lipídeos sejam menores, pois assim os canários serão levados à ingerir mais alimentos para atender à suas necessidades calóricas.
No caso oposto, no período de repouso, quando as proteínas são menos necessárias, as energias deverão ter seus teores elevados.
No período de muda, as gorduras são mais desejadas, pelo efeito positivo sobre a formação das penas, e deposição de lipocromo. Os grãos escuros (colza, níger, linhaça, cânhamo), usados sempre com parcimônia devido aos altos teores de gorduras em suas composições, ajudam nesta fase.
Relação Nutritiva
Um dos parâmetros muito usado no ajustamento dos alimentos às necessidades dos pássaros é a Relação Nutritiva (RN).
O que é Relação Nutritiva (RN)?
Nada mais é do que uma fórmula prática, extremamente simples, usada nos cálculos dos alimentos, que reflete os relacionamentos entre proteínas, carboidratos e lipídeos, adequando-se às fases da vida de nossos canários.
Existem outros métodos para balanceamento de rações, bem mais complexos e completos, porém, para efeito deste artigo, exemplificaremos o balanceamento apenas pelo fator RN.
Observando-se a fórmula, ela mostra exatamente isto que foi comentado: Mais proteína e menos energia no período de reprodução e menos proteína e mais energia no período de repouso. A muda, com RN=4 (limites: 3,5 a 4,5) deve ter os teores intermediários entre as outras fases.
A fórmula prática é a seguinte:
% CARBOIDRATOS + GRAXAS x 2,25 RN = % PROTEÍNAS
Quais são as necessidades? Ë recomendável que a relação R/N esteja o mais próximo dos seguintes valores:
Reprodução? RN = 3 (limites: 2,5 a 3,5)
Muda? RN = 4 (limites 3,5 a 4,5)
Repouso? RN = 5 (limites 4,5 a 5,5)
Traduzindo estes parâmetros para teores de proteínas, carboidratos e lipídeos, teremos o seguinte quadro:
|
PERÍODO |
PROTEÍNAS (%) |
CARBOIDRATOS (%) |
LIPÍDEOS (%) |
|
REPRODUÇÃO |
16,0 a 18,5 |
40 a 45 |
6,0 a 8,0 |
|
MUDA |
14,5 a 15,5 |
45 a 50 |
8,0 a 10,0 |
|
REPOUSO |
12,5 a 13,5 |
50 a 60 |
7,0 a 8,0 |
|
Mantenimiento |
Cria |
||
|
Proteina bruta |
15 |
19 |
% |
|
Grasa Bruta |
10 |
14 |
% |
|
Cenizas Bruta |
4,5 |
4,5 |
% |
|
Fibra bruta |
3,5 |
3,5 |
% |
|
Minerales |
|||
|
Calcio |
0,90 |
0,90 |
% |
|
Fosforo |
0,60 |
0,60 |
% |
|
Sodio |
0,20 |
0,20 |
% |
|
Magnesio |
0,15 |
0,17 |
% |
|
Vitaminas |
|||
|
Vitamina A |
15.000 |
15.000 |
U.I./Kg. |
|
Vitamina D3 |
1.500 |
1.500 |
U.I./Kg. |
|
Vitamina E |
50 |
50 |
U.I./Kg. |
|
Vitamina K |
1,5 |
1,5 |
mg/Kg |
|
Vitamina B1 |
2 |
2 |
mg/Kg |
|
Vitamina B2 |
10 |
10 |
mg/Kg |
|
Vitamina B3 |
15,5 |
15,5 |
mg/Kg |
|
Vitamina B6 |
3 |
4 |
mg/Kg |
|
Vitamina B12 |
20 |
20 |
mg/Kg |
|
Vitamina C |
30 |
30 |
mg/Kg |
|
Vitamina PP |
40 |
40 |
mg/Kg |
|
Acido folico |
0,5 |
0,5 |
mg/Kg |
|
Biotina |
125 |
125 |
mg/Kg |
|
Colina |
700 |
700 |
mg/Kg |
|
Amino Acidos |
|||
|
Lisina |
0,93 |
0,95 |
% |
|
Metionina |
0,30 |
0,45 |
% |
|
Triptofano |
0,13 |
0,19 |
% |
|
Treonina |
0,50 |
0,78 |
% |
|
Oligoelementos (adicionados) |
|||
|
Hierro |
30 |
30 |
mg/Kg |
|
Cobre |
14 |
14 |
mg/Kg |
|
Manganeso |
85 |
85 |
mg/Kg |
|
Zinc |
100 |
100 |
mg/Kg |
|
Yodo |
2 |
1,5 |
mg/Kg |
|
Selenio |
0,3 |
0,3 |
mg/Kg |
|
Cobalto |
1 |
1 |
mg/Kg |
Cuadro del Profesor PALIU que expresa la composición de algunos elementos utilizados en la alimentación de los canarios, que sirve de base para el racionamiento del mismo.
|
GRANOS |
AGUA % |
Prot. Bruta % |
Lípidos % |
Celulosa % |
Extrac. Libres de Nitrog. % |
Ceniza % |
Fósforo % |
Calcio % |
Densidad % |
|
Mijo Blanco |
12,5 |
9,6 |
3,7 |
2,1 |
69,8 |
3,3 |
0,27 |
0,03 |
0,68 |
|
Panizo |
12 |
9,6 |
5,2 |
10 |
58,8 |
4,4 |
0,36 |
|
0,43 |
|
Moha |
12 |
14,4 |
5 |
6 |
59,9 |
2,8 |
0,33 |
|
0,59 |
|
Alpiste |
9,7 |
16,6 |
6,4 |
11,6 |
49 |
5,9 |
0,43 |
|
0,74 |
|
Achicoria |
8 |
13,6 |
7 |
30 |
27,9 |
13,5 |
0,47 |
|
0,31 |
|
Avena decorticada |
8,5 |
11,3 |
8,7 |
1,5 |
68,4 |
1,6 |
0,37 |
0,08 |
0,73 |
|
Mijo amarillo |
13 |
10 |
4,15 |
|
|
|
|
|
|
|
Lechuga |
5 |
22,8 |
39 |
9 |
19 |
5,5 |
1 |
|
0,37 |
|
Lino |
7,2 |
25 |
35 |
4,4 |
25 |
3,4 |
0,6 |
0,26 |
0,64 |
|
Cañamon |
8 |
24 |
28 |
14,3 |
20,9 |
4,8 |
0,83 |
|
0,58 |
|
Nabina |
6,5 |
17,5 |
40 |
5,6 |
26 |
4,4 |
0,75 |
|
0,64 |
|
Adormidera |
5,3 |
21,9 |
42 |
8 |
15,7 |
7,1 |
0,8 |
|
0,62 |
|
Negrillo |
5 |
20,1 |
40 |
12 |
17 |
6 |
0,94 |
|
0,59 |
|
Sésamo |
5,3 |
23,2 |
41 |
5 |
20,7 |
4,8 |
0,3 |
|
0,6 |
|
Huevo entero |
74 |
13 |
12 |
|
|
|
2 |
0,55 |
|
|
Yema de Huevo |
50 |
16 |
33 |
|
|
|
5,5 |
1,40 |
|
|
Huevo entero en polvo |
7 |
46 |
42 |
|
|
|
7 |
1,92 |
|
|
Polvo de Yema de Huevo |
3 |
31 |
61 |
|
|
|
|
11,2 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Tomado del libro "Bases Biológicas y de Aplicación Practica de la Canaricultura del Prof. FELIX PEREZ y PEREZ.
Comentários Importantes:
Da simples análise do RN recomendado para o período de REPRODUÇÃO, (lipídeos entre 5,5 % e 7,5%), e da verificação dos teores de gordura das sementes, chegamos à conclusão que não há possibilidade de se obter com apenas as sementes, as proporções adequadas e desejadas.
O que fazer? Primeira conclusão: Há necessidade de se usar uma ração que, oferecida aos pássaros, equilibre os teores dos elementos discrepantes na mistura de semente. Como as rações comerciais para pássaros descrevem na embalagem os teores destes princípios nutritivos, basta calcular os teores da mistura de sementes, e assim definir que ração adquirir, em função dos elementos para balanceamento.
Como o período mais crítico é o da reprodução, e o teor de proteínas o princípio nutritivo mais importante mais importante nesta fase, o recomendado é calcular primeiramente a mistura levando-se em conta o teor de proteína, tentando manter o mais baixo possível os lipídeos.
Em seguida, determinaremos que parâmetros deverá conter a ração que vamos usar para completar a alimentação de nossos pássaros. Usando-se um programa simples de cálculo, e várias tentativas procurando obter uma mistura de sementes com proteínas entre 16,0 % e 18,5%, chegamos aos seguintes resultados para o período de reprodução.
Cálculo do Teor de Proteína:
|
Semente |
Proteínas |
Carboídratos |
Lipídios |
|
Alpiste |
16.6 |
49 |
6.4 |
|
Colza |
19.6 |
18 |
45 |
|
Aveia |
11.3 |
68.4 |
8.7 |
|
Niger |
23 |
17 |
40 |
|
Nabão |
20.7 |
5.7 |
40.2 |
|
Linhaça |
24.2 |
25 |
36.5 |
|
Perila |
22.6 |
10.6 |
43.2 |
|
Canhamo |
18.2 |
21.8 |
32.5 |
|
Papoula Azul |
19,0 |
18 |
45,0 |
|
Alface |
20,4 |
19,0 |
39,0 |
|
Painço |
9,6 |
58,8 |
5,2 |
J. Bernardino
|
SEMENTE |
TEOR PROTEÍNA NA SEMENTE |
QUANTIDADE NA MISTURA |
TEOR PROTEÍNAS NA MISTURA FINAL |
MEMÓRIA DE CÁLCULO |
|
Alpiste |
16,5 |
700 |
11,6 |
(1) |
|
Colza |
19,6 |
80 |
1,6 |
(2) |
|
Aveia |
11,3 |
70 |
0,8 |
(4) |
|
Linhaça |
24,2 |
20 |
0,5 |
(5) |
|
Níger |
23,0 |
130 |
3,0 |
(3) |
Cálculo do Teor de Carboidratos
Repetindo os cálculos como mostrados acima, somente trocando as colunas de proteínas pelas de carboidratos, teremos: Teor de Carboidratos = 43,2%.
Repetindo mais uma vez para os lipídeos, teremos: Teor de Lipídeos= 14,6%.
Verificação da Relação RN:
RN desejada (REPRODUÇÃO) = 3 (limites: 2,5 a 3,5)
%CARBOIDRATOS + LIPÍDEOS X 2,25
O valor de RN está em 4,3. Porém o desejado é entre 2,5 e 3,5.
Examinando com cuidado os resultados da análise, verificamos que os parâmetros obtidos se comparam com os desejados da seguinte maneira:
|
|
DESEJADO |
OBTIDO |
ANÁLISE |
|
PROTEÍNA |
16,0 A 18,5 % |
17,5 % |
OK |
|
CARBOIDRATOS |
40 A 45 % |
43,2 % |
OK |
|
LIPÍDEOS |
6,0 A 8,0 % |
14,6 % |
Muito elevado ! |
Resumindo: Vamos necessitar de uma ração com teor de gorduras muito baixo, e teores de carboidratos e proteínas dentro dos limites acima indicados para o período de reprodução. Assim, oferecendo-a aos pássaros, junto com mistura de sementes acima, teremos a correção do teor de lipídeos, e conseqüentemente os parâmetros adequados às necessidades de nossos canários naquele momento.
Em caso de dificuldades em se encontrar uma ração com os parâmetros desejados, nos restam dois caminhos: recalcular a mistura de sementes, ou ajustar a ração por adição de elementos (nutrientes) que reduzam ou elevem os teores fora dos limites desejados.
Conclusão
O principal objetivo deste artigo foi mostrar que é importante destinar mais atenção à alimentação de nossos pássaros. A mistura de sementes escolhida deve ser adequada à ração que utilizaremos. Elas não podem ser tratadas de forma separada, pois são componentes indivisíveis da alimentação das aves.
Memória de Cálculo:
(1) 700 gr / 1000 gr X 16,5 % = 11,6 % Proteína
(2) 80 gr / 1000 gr X 19,6 % = 1,6 % Proteína
(3) 130 gr / 1000 gr X 23,0 % = 3,0 % Proteína
(4) 70 gr / 1000 gr X 11,3 % = 0,8 % Proteína
(5) 20 gr / 1000 gr X 24,2 % = 0,5 % Proteína